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José Perin(Bepi Perin), um dos mais antigos moradores de São Domingos,  morador emérito, ajudou na construção e administração do Hospital de São Domingos, faleceu em 1987, aos 96 anos.

             “O Monsenhor João é um Santo. Nunca ouvi ele dizer um ‘não’ a alguém que o procurasse para o bem. Orientava sempre para o bem. Nunca se irritava com ninguém nem com coisa alguma. Foi o pai de todos os paroquianos e pessoas que o procuravam. Todas as iniciativas, mesmo para o progresso mateiral do povo, partiram dele. Queria bem a todos, sem exceção.

             A missa dele era a oração do Santo. Ajoelhado na igreja ou caminhando com o terço em oração, era a imagem viva da oração. Durante tantos anos sofria de uma úlcera estomacal, que não fez operar por ser diabético e no entanto jamais se queixava de dor ou deixava de cumprir seus deveres e compromissos.

             Pregava com vigor contra a blasfêmia, a bebedeira e o trabalho aos domingos. Nos primeiros anos de paróquia tais vícios era freqüentes. Falava de maneira forte contra tais abusos, conquistando até mesmo antipatias de alguns praticantes de tais abusos.

             Desde que aqui chegou foi pioneiro de inúmera iniciativas destinadas ao bem-estar social, material e cultural do povo. Chamava os paroquianos em mutirão para abrir estradas, construir pontes e fazer obras úteis necessárias ao povo.

             Como Confessor conhecia um por um de seus paroquianos e ajudava a todos com carinho e respeito. Todos os anos benzia as casas dos paroquianos, ocasião para um contato, um melhor conhecimento, um novo convite para os sacramentos a união da família.

             Estimulava os jovens para a vida sacerdotal ou religiosa. Preparava com cuidado os noivos para o casamento. Era tal a sua influência sobre os paroquianos, que mesmo Capelas vizinhas gostavam de chamá-lo no início para dar atendimento à população. Costumavam dizer: ‘Nós queremos que ele nos ensine”.

             - E agora, depois de sua morte, o que diz o povo? O povo diz que ele é um Santo. Pode procurar e verá que todos dizem a mesma coisa:’Monsenhor João é um Santo’. E quando o padre morrer, perguntavam alguém do povo ao Monsenhor, quem vai benzer a água? ‘levem a água ao cemitério, que ele vai benzer’.

Entre as coisas extraordinárias, estava o poder da benção do Monsenhor contra insetos, lagartas, gafanhotos e outros bichos daninhos. Ele dava a benção litúrgica e as lagartas fugiam todas, abandonavam a plantação de soja e morriam. Este fato acontecem há 20 anos. Assim com os ratos as formigas, os macacos que comiam o milho. Por que tinha o Monsenhor este poder? A resposta estava na confiança que tinha em seu Deus, e, segundo José Perin: ‘Porque rezava muito’.

Monsenhor Edmundo Muller, Pároco da Ireja do Rosário, em Porto Alegre, foi colega de sacerdócio e de ordenação do Monsenhor João.

             “Como seminarista era fidelíssimo ao dever, estudioso, possuía uma inteligência média, era simples, humilde e não tinha malícia. Era bom companheiro, ele é o Santo de nossa turma’.

Amélia Marchetti, já falecida, então com 73 anos, trabalhou na casa paroquial durante 13 anos e conhecia muito bem o dia a dia do Monsenhor.“Ele só pensava, só queira e só fazia o bem. Não desejava o mal a ningué. Muitas vezes, mesmo doente, ía atender aos chamados. Deixava a comida e ía atender em qualquer hora, não vi defeitos neste homem. O Mosenhor não via TV por causa da propaganda. Gostava de ouvir o noticiário de rádio. Ele gostava de comer galinha, frutas e mel. Bebia muito leite, também por causa da úlcera. Não gostava de ver mulheres vestidas de maneira indecente. Pessoalmente era alegre e brincalhão. Nunca estava triste. Gostava de assoviar e cantarolar. Costumava deitar às 22 horas e levantar às 4, e ficava orando no altar da igreja até às 7. Se aparecesse alguém, ía para o confessionário e ficava esperando que a pessoa fosse falar com ele. Aproveitava as horas da manhã para realizar exercícios físicos, rezava e caminhava na frente de sua igreja de madrugada.”

Hermínia Cerbaro Damo, com 84 anos em 2009, há época tinha 60 anos, recebeu uma graça do Monsenhor.

             “Na primeira segunda-feira depois da morte do Monsenhor eu estava no cemitério junto ao túmulo do Monsenhor, rezando. Senti-me mal, com falta de ar. Pedi a ele uma graça. Vinha fazendo tratamento há um bom tempo com 4 especialistas médicos. A Circulação funcionava mal, tinha pressão alta, taquicardia, asma há muitos anos e diabetes crônica. Naquela semana ía fazer novos exames. Prometi ao Monsenhor que os próximos exames fossem bons. Prometi que viria vê-lo todas as segundas-feiras e rezar 3 terços e colocaria uma placa como testemunho da graça. Recebidos os exames, todos deram negativos. Os médicos não entenderam. Todos os remédios foram tirados. Desde aquele dia fiquei curada”

Professor Albino Benvegnú, falecido em 1990, há época com 66 anos , sobrinho de Monsenhor, disse:

             “Era um sacerdote sensacional, superava os outros em todos os sentidos. Fez obras maravilhosas em São Domingos, primeiramente na parte Espiritual. No sentido material, promoveu a agricultura, a indústria, o comércio, a educação e o esporte. Tinha eu, grande afeto, estima e admiração por Monsenhor como se fosse o próprio Jesus Cristo na terra, pela bondade e caridade de seu coração. Uma pessoa assim deveria viver no mínimo 199 anos. Recebia a todos com sorriso e bondade”.

Professor Elírio Soliman, professor, disse:

                 ”Era um exemplo de vida em todos os sentidos; justo, coerente no que dizia e fazia, profundamente convencido da fé que manifestava. Tudo o que fazia era fundamentado na fé. Atencioso, sabia conversar com as pessoas. Tinha boas idéias, boas iniciativas. Semeou as primeiras sementes de educação, criando a escola em nível mais elevado, o ginásio estadual, a primeira escola do segundo grau. Monsenhor acreditava que, para ir em frente, o provo devia ser instruído.

                 Semeou a saúde, criou o Hospital de São Domingos. Estimulou a agricultura, nas mais diversas culturas, em particular da soja, do milho e das frutas. Foi o pioneiro, no Rio Grande do Sul, a estimular o plantio da soja, prevendo grande futuro para esse grão. No início os colonos riam dele, quando falava nos domingos sobre a importância da soja como alimento. Atendia a paróquia com incansável dedicação, pessoalmente, não tirando férias. Colocava o bem comum acima do bem individual. Não desconfiava de ninguém, nem admitia que alguém fosse capaz de enganar a seu próximo. Seus pequenos ganhos eram transformados em ajuda aos seminaristas, não guardando nada para ele. O pouco que possuía ficou em testamento para as vocações e a Cúria Metropolitana de Passo Fundo. Fazia economia até mesmo nas roupas para ajudar aos outros.

Monsenhor Máximo Benvegnu,  com 83 anos em 2009, há época com  59 anos, sobrinho de Monsenhor João, disse:

             “O tio Monsenhor era profundamente humano. Possuía uma grande espiritualidade sacerdotal própria do clero diocesano. Amigo de seu povo e de todos os colegas e profundo respeito ao Bispo e ao Papa.

Trabalhou toda a vida visando construir e formar a Comunidade Cristã em sua Paróquia. Vivia a vida de seu provo, os problemas de seu povo. Dizia ao povo: ‘Não é só estudando que se serve a Deus e ao povo, mas também trabalhando na colônia, na roça, produzindo alimentos necessários’. Preocuva-se com os mínimos detalhes da vida das pessoas e se interessava por cada uma.

             Possuía um zelo invulgar pelos doentes, a quem visitava e confortava na fé e esperança. Aos doentes em estado grave preparava com zelo e cuidado e respeito à dor e ao sofrimento.

             Atribuiu as comissões da Matriz e das Capelas a responsabilidade com as coisas materiais da comunidade. “Cuidem disto, que eu cuido do bem espiritual, lhes dizia em reuniões, na preparação das festas religiosas”.

Testemunhos e Homenagens de quem o conheceu.

 

 

Homenagem de Ilvo Feron, Dentista, que veio morar em são domingos e conheceu Monsenhor João Benvegnu depois de adulto. É uma poesia em homenagem aos 26 aos de falecimento de Monsenhor. Ao final da leitura, chorou de emoção.

 

                Uma Homenagem a Monsenhor João.

 

           Vinte seis anos se passou

           Da morte do Monsenhor João,

           Deixou muita saudade

           Àquele que é cristão,

           E ficou um grande exemplo

           Àquele que é pagão

 

                      Vou fazer esta homenagem

                      A um homem religioso

                      Foi Padre desta Paróquia

                      Era bom e caridoso

                      Alem de muito querido,

                      Era inteligente e estudioso

 

           No céu de São Domingos

           Tem uma estrela que ilumina

           Esta luz é tão potente

           Que ela jamais termina

           É um astro poderoso

           Que até o mal elimina

 

                      Acreditem neste homem

                      Tenham fé e devoção

                      Faça a ele teu pedido

                      Faça a ele tua oração

                      Tenho absoluta certeza

                      Não te deixará na mão

 

           São Domingos do Sul deve muito

           A esta ilustre figura

           Defendia esta terra

           Com amor e com ternura

           Lutou até o fim da vida

           Com coragem e com bravura

 

                      Nós Sãodominguenses

                      Não duvidamos de nada

                      Nós já o conhecemos

                      De velhas e longas jornadas

                      Ele é um Santo forte

                      Resolve qualquer parada

 

           Um dizer que ele tinha

           Que não esqueço jamais

           ‘Se Fiz muito nesta vida,

            depois de morto farei mais’,

           Ele nos dá proteção

           Até contra os temporais

 

                      Outra frase bem bonita

                      Que ele usava também

                      ‘Sorrir não custa nada,

                      E faz um grande bem’,

                      Fazer o bem a todos

                      Sem distinção a ninguém

 

           Descanse em Paz, Monsenhor

           Cumpriu aqui tua missão

           Agora é tudo conosco

           É a nossa obrigação

           De ser um Evangelizador

           E de ser um bom cristão

 

                      Nos abençoa Monsenhor João

                      Faço aqui a despedida

                      Continue nos protengendo

                      Por toda a nossa vida

                      Nos deixou muita saudade

                      Foste uma pessoa querida.

 

                      Do sempre teu amigo, Ilvo Feron. 8/1/2012.